Vigília pascal marca a celebração do Sábado Santo

Em tempos de pandemia, Dom João Mamede Filho, Bispo Diocesano, preside a celebração na Catedral de Umuarama

Sábado Santo ou o Grande Sábado é definido como o mais longo de todos os dias das celebrações. Um tempo de reflexão, que pode ampliar-se na vida de cada um. Padre Maurício Cassemiro, Pároco da Paróquia São Lucas e São Cristóvão, explica que é um dia “alitúrgico”, “que não nos aproximamos da Eucaristia. São horas que esperamos em silêncio para reviver essa consternação dos apóstolos após a morte de Jesus. Mesmo iniciando na noite de sábado, a vigília pascal é considerada parte da liturgia da páscoa da ressurreição,” detalha o sacerdote.


“Então, nesse dia, guarda-se o silêncio diante do sepulcro de Jesus, que está sepultado. Mas mesmo que esse dia seja de silêncio, Cristo está agindo, pois é Cristo que desce à mansão dos mortos. Segundo a tradição, Jesus desce às profundezas do reino da morte para salvar o homem e levá-lo consigo para o céu, onde vai nos preceder e nos espera de braços abertos. Lá, encontra Adão, o primeiro homem, que simboliza toda a humanidade, sacode-o e faz o anúncio da salvação. Do qual ninguém está excluído, colocando de fato uma ponte entre o sepulcro e o Reino de Deus”, destaca o presbítero.

Padre Maurício conta que Jesus carrega a arma infalível da cruz, porque com a morte, Ele vence a própria morte. “Então, podemos colocar esse grande silêncio diante do sepulcro, ali esperando a ressurreição. Esse é o Sábado Santo, que devemos guardar com muito silêncio, visto que começamos na quinta-feira com o Tríduo Pascal e finalizamos com a vigília da Páscoa e depois o domingo da ressurreição”, comenta o pároco.

O Padre faz uma relação com o momento em que a Igreja passa, por causa da pandemia. “Para nós, celebrarmos nesses tempos de desafios, de restrições, é gratificante, visto que ano passado nós não tivemos a oportunidade de celebrar com a presença dos fiéis. Aqui em nossa comunidade, Paróquia São Lucas e São Cristóvão, tivemos apenas a celebração das 18h, com 35 pessoas, de acordo com o que podemos acolher. É um momento marcante, de fato, que vai ficar para a história de cada um de nós. Creio que o importante é conseguirmos rezar ao menos um pouco, com a comunidade presente, e aqueles que não puderem rezar dentro do espaço do templo, acompanhem de suas casas por meio das redes de comunicação social”, finaliza o sacerdote.

Fonte: Érica Bolonhezi
Jornalista Diocesana e PASCOM
Fotos: Milton Cinque 
Pascom Catedral de Umuarama

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